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O Matrix Race, o Matrix e o Matrix XC representam o “estado-da-arte” em cintos de vôo, desenvolvidos pela equipe Moyes – Juan Corral, Kragi Coomber e Gerolf Heinrichs.
O Matrix possui um perfil excepcionalmente limpo e, não possuindo zíperes, cabos ou bolsos externos, apresenta um arrasto mínimo. A superfície externa apresenta um estreitamento gradual simétrico e sem costuras entre os ombros e a extremidade do pé, além de um acabamento inigualável. O conforto do piloto não é prejudicado, pois a tensão de suspensão é distribuída ao longo da placa dorsal de fibra de carbono, que é fabricada pela própria Moyes e extensivamente testada quanto aos limites de carga.
O ângulo de ataque do piloto é facilmente ajustado pelo cabo dorsal e pelo mecanismo da roldana incorporada ao tirante principal. Em vôo normal, o peso do piloto na posição relaxada mantém o cabo dorsal tensionado, travando assim o cabo na roldana. Entretanto, ao arquear as costas, o piloto reduz a tensão no cabo dorsal e permite que este deslize livremente através da roldana, ajustando assim o ângulo de inclinação do casulo. Isto rapidamente se torna automático para o piloto, que pode assim alterar seu ângulo à vontade, sem necessidade de mecanismos complexos de travamento e sem nem mesmo precisar tirar as mãos da barra de controle.
A rotação para o pouso (descapotamento) é automática, graças ao carrinho deslizante de CG, o qual é elegantemente embutido na placa dorsal de carbono.
As placas dorsais de fibra de carbono não produzidas utilizando-se fibra de carbono pré-impregnada (carbon fiber pré-peg) sobre um substrato de papel de estrutura hexagonal (“honeycomb” ou “colméia”). Cada placa de carbono é selada a vácuo antes de ser curada ao forno, o que garante integridade à laminação e resistência.
A gama completa de tamanhos de pára-quedas de emergência pode ser acomodada no receptáculo semi-embutido. No exterior, o mecanismo exclusivo de fechamento utiliza-se de um zíper, ao invés da combinação convencional de elásticos através de olhais, permitindo a instantânea abertura de uma grande passagem para saída do pára-quedas no momento do acionamento, apesar de manter um acabamento extremamente limpo e elegante com o casulo fechado. A conexão com o pára-quedas é guiada para longe da cabeça ou pescoço do piloto diretamente para o mosquetão ou ponto principal de conexão entre cinto e asa.
Por dentro, sob a placa de carbono, há um compartimento de armazenagem de comprimento total, com bolso de neoprene para colocação de reservatório flexível de água. Durante o vôo o piloto tem acesso aos bolsos do radio e da câmera fotográfica, no lado oposto ao do pára-quedas. Desnecessário dizer que a equipe de projetos da Moyes pensou muito a respeito da resistência e integridade do desenho, com tirantes feitos de correias reforçadas e que perpassam continuamente todos os pontos de tensão fornecendo uma garantia adicional ao tirante principal, no qual estão presas as alças ajustáveis das pernas.
O fechamento frontal incorpora um fecho na cintura do piloto e um segundo fecho peitoral igualmente resistente e que retrai-se discretamente ao ponto de ser quase invisível na hora do vôo. O material externo do Matrix é o durável e resistente Cordura da Dupont, disponível em 4 cores para o corpo principal do cinto e 7 cores para as faixas laterais de enfeite.
O Matrix também é fornecido em uma versão esportiva, o Matrix X-Country. O Matrix X-Country compartilha da mesma estrutura interna e placa de carbono do Matrix, mas apresenta um desenho mais convencional com bolsos externos acessíveis e aerodinâmicos. O estreitamento entre os ombros e os pés é menos agressivo, o que resulta em espaço adicional para as pernas.
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